terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Inscrições abertas


sábado, 14 de dezembro de 2019

E pronto. Já sou professor doutor com a mania que é importante. Ná...


Tenho tido pouca vontade de escrever ou talvez tenha sentido o ano como vários murros no estômago que me deixaram a ponta dos dedos em nódoa negra. Seja como for doutorei-me esta semana. Nem tudo foi mau em 2019. 

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Mas temos boas estradas! E não tínhamos

Manoel de Oliveira: Diz o filósofo que levou milhões de anos para que o homem chegasse à inteligência e ao pensamento. E hoje, por exemplo, a arte moderna é o inverso, desfazer tudo quanto foi feito, toda a ordem, método e tudo a que se chegou. Enfim a uma possibilidade de ordem, de crítica, de consenso. Um desfazer constante de tudo. Vai tudo para trás, para a desordem. É a liberdade. A qual na verdade nunca existiu, excepto nos animais selvagens.

Agustina Bessa-Luís: Mas oh Manel, se vivéssemos noutra época, possivelmente criticávamos essa arte que agora está a valorizar. Seríamos críticos dessa época, como somos da nossa. A crítica existe sempre em relação à nossa própria intervenção no mundo.

Manoel de Oliveira: Concerteza que sim, mas as épocas distinguem-se. Há épocas que são de construção e de formação e outras de desconstrução e de deformação.

Agustina Bessa-Luís: Mas temos boas estradas! E não tínhamos. Não?

Manoel de Oliveira: Para que servem? Temos estradas, aviões, submarinos... Isso é horrível.

in "Conversazione a Porto" (2006) de Daniele Segre



segunda-feira, 21 de outubro de 2019


«Oh minha senhora não se aflija. Os homens têm um coração de vinha-d'alhos. Nem mortos merecem lágrimas.»