Publicar textos, frases, o que seja, em digital parece revestir a forma de certos lançamentos vigorosos para o abismo. Tudo fica disponível - para sempre? até quando? - e as palavras caem, uma a uma, até formar frases, despenhadas, a florir na escuridão. E o som que fazem, ao chegar ao fim desse abismo, é nenhum, porque não sabemos sequer se o abismo tem fim, ou se é apenas o silêncio próprio que fazem os grandes abismos, esses que, como Nietzsche advertiu, nos olham por vezes de volta, marotos, sedutores.
sexta-feira, 31 de março de 2017
quinta-feira, 30 de março de 2017
quarta-feira, 29 de março de 2017
Ligação ao Delito de Opinião
O Pedro Correia do «Delito de Opinião» convidou-me a escrever um texto para o seu blogue. Perante convite tão gentil, e ante a liberdade de tema e de dimensão que me deu, procurei fugir ao cinema, às artes, e encontrar um assunto da dita «actualidade». As recentes mortes de várias mulheres às mãos de maridos ciumentos fizeram-me recordar mares passados, navegados, sabe deus a que custo. Mares dos direitos e dos errados, dos códigos e dos justos. O texto foi escrito com o coração na boca, mas é melhor assim quando nos entregamos sem medos à ingenuidade.
Obrigado ao Pedro e passem por lá. Aliás, nem vale a pena sugerir pois quem gosta de escrever e ler em blogues, reconhece este espaço de resistência que é, que se tornou ao longo dos anos, o Delito de Opinião.
terça-feira, 28 de março de 2017
Tony Manero
O meu último texto na pala de Walsh é sobre o segundo filme de Pablo Larraín, «Tony Manero». Um filme sobre um homem obcecado em imitar de forma perfeita a personagem do John Travolta no «Saturday Night Fever». Uma obra onde o terror e a política ocupam espaços indiscerníveis.
segunda-feira, 27 de março de 2017
«Publicity speaks in the future tense and yet the achievement of this future is endlessly deferred. How then does publicity remain credible - or credibly enough to exert the influence it does? It remains credible because the truthfulness of publicity is judged, not by the real fulfillment of its promises, but by the relevance of its fantasies to those of the spectator-buyer.» -
John Berger
sábado, 25 de março de 2017
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